Quando sustentamos máscaras sociais e fingimentos vamos sistematicamente nos afastando da possibilidade de vínculos significativos

A pessoa começa falando que está tudo bem, que conseguiu viver bem a sua semana. Nenhuma crise invadiu a semana ( e todos sabemos o quanto, em alguns momentos, é imprescindível isso-sair da crise e viver sem estar em crise). Mas fora isso o discurso seca. A vida é a crise ou a não crise. A funcionalidade ou a não funcionalidade.
Somos uma máquina de viver e temos tempo de vida útil. Entre consertos e quebras precisamos funcionar.
A expressão, porém, a corporalidade me diz o contrário. Está tudo bem mas a postura está recolhida, os olhos perdidos, a boca cerrada quando sedenta por vínculo de proximidade mas com medo da intimidade. Porque será que o outro realmente vai compreender? Parece tão descabido. Tudo vai bem e eu ainda estou aqui, reclamando.
Primeiro precisamos compreender que temos direito a subjetividade e e isso nos distância da máquina.
Temos nuances, contradições, complexidades e fragmentações, não verbalizadas e racionalizáveis. E pior, não vem manual.
Manifestar o direito a subjetividade e enfim, pode ser gente. Isso não é bom e nem ruim exatamente, é.

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